top of page

Estratégia Fundamental na Reforma Tributária: Busca pelo Crédito

Foto do escritor: Nelson C Ribeiro
Nelson C Ribeiro
12 de out.
3 min de leitura

Com a aprovação da Reforma Tributária, iniciou-se a transição do PIS, COFINS, ICMS e ISS para um novo modelo baseado no IBS e na CBS. Essa mudança exige das empresas uma atenção especial à busca pelo crédito tributário para garantir a saúde financeira e competitividade.

Qual é o custo efetivo?

As empresas conquistavam clientes com base no preço, mas a partir de janeiro de 2027, não bastará ter preço, precisarão gerar créditos também.

A LC 214/2025 mudou a lógica: o Brasil saiu de um sistema que punia quem comprava (efeito cascata) para um sistema que premia quem compra com nota e paga o seu imposto, gerando crédito (IVA não cumulativo).

Todo IBS e CBS pagos na compra viram crédito para abater no que você vende.

Por isso, a primeira pergunta que o departamento de compras de qualquer empresa grande fará em 2027, além de "qual é o seu preço?", será: qual o seu regime tributário? Se seu fornecedor não gera crédito, você paga mais imposto.

Principais Riscos.

Muitos empresários focam apenas nas novas alíquotas, no entanto, o maior risco está na perda de créditos tributários devido à falta de conhecimento, documentos e processos adequados.

No novo sistema não cumulativo, quem não comprovar a compra não terá direito a crédito.

Da mesma forma, quem não souber o custo real por produto não conseguirá precificar corretamente.

A troca simples de tributos criará uma média de mercado, mas cada empresa tem regime, setor e cadeia produtiva próprios; a média não serve para sua realidade e, sem organização rápida, você pagará mais imposto.

As atividades essenciais para garantir créditos

·      Analisar o custo: Sem detalhar Matéria-Prima, mão de obra direta e custos indiretos por produto, qualquer simulação será palpite.

·      Analisar o regime do fornecedor: Comprar de fornecedor no Lucro Real gera créditos diferentes de comprar de empresa do Simples Nacional “por dentro”. Sem mapeamento, não é possível prever créditos.

·      Revisar as notas fiscais de entrada: o histórico de notas fiscais mostra a origem dos créditos hoje e amanhã, revelando oportunidades legais de economia tributária.

·      Analisar contratos: serviços que não geravam crédito poderão começar a gerar. Rever cláusulas é indispensável para renegociar e garantir aproveitamento máximo.

Estruturar DREs gerenciais: ondas B2B e B2C têm cenários tributários distintos. A falta de clareza pode levar a estratégia fiscal errada e preços prejudiciais.

Rever enquadramento da atividade: reduções de alíquota, como:

·      30% (casos específicos)

·      60% (saúde, educação, transporte)

·      80% (profissões regulamentadas, setor imobiliário)

·      Regimes diferenciados (agronegócio, bares, restaurantes)

O enquadramento correto determina sua alíquota real no mercado.

Crédito para Empresas do Simples Nacional

Para as empresas do Simples, a busca por crédito será desafiadora:

Venda para pessoa física (B2C): não precisa gerar crédito, para seu cliente, mas se vende para empresa (B2B): precisa gerar crédito e deve optar pela tributação “por fora”.

Grandes empresas, que irão preferir concorrentes no Lucro Presumido que geram crédito.

Como Proteger Suas Margens de Lucro

Organize sua empresa para proteger o caixa e garantir que pague apenas o imposto devido por lei.

Conclusão

Buscar crédito não é mais uma opção fiscal, mas uma estratégia vital para a sobrevivência empresarial. Quem não entender isso, perderá clientes a partir de janeiro de 2027.

Não baseie decisões na média do mercado; use seus dados reais para definir preços e manter competitividade.

 

Boa semana!

Acesse nosso site e confira também nossos blogs:


bottom of page