top of page

A Reforma Tributária chegou. O que devo fazer agora?

Foto do escritor: Nelson C Ribeiro
Nelson C Ribeiro
há 17 minutos
3 min de leitura

Muitos empresários estão preocupados com a chegada da Reforma Tributária, pois muita coisa vai mudar de forma significativa, entre elas:

  • Os impostos;

  • A não cumulatividade;

  • O destino dos impostos;

  • A nova classificação dos produtos;

  • A forma de tributação, que passará a ser “por fora”;

  • As informações na nova Nota Fiscal;

  • O destaque dos impostos;

  • A busca por fornecedores que possam gerar e repassar créditos;

  • A precificação, que poderá mudar significativamente;

  • A necessidade de revisão dos regimes tributários.

Os preços deverão ser recalculados em função dos impostos e dos créditos tributários. Atualmente, muitos tributos são calculados “por dentro”, ou seja, já estão embutidos no preço.

Com a Reforma, a tributação passará a seguir o modelo “por fora”, semelhante ao adotado em diversos países que utilizam o IVA.


·        Teremos que recalcular tudo

Para se preparar, será necessário revisar os cálculos e avaliar os impactos da nova tributação:

1.  Pegue seu preço atual e retire os impostos que serão gradualmente substituídos ou extintos, como PIS, COFINS, ICMS e ISS.

2.  Verifique quanto de crédito você terá com a nova tributação de IBS e CBS sobre as compras.

3.  Calcule o imposto líquido com os novos tributos, considerando os respectivos prazos de implantação.

4.  Reveja seu custo real, considerando eventuais alterações decorrentes da Reforma Tributária.

5.  Refaça sua precificação considerando os novos impostos, as margens desejadas e as condições de mercado e concorrência.

Se essas etapas e os respectivos cálculos não forem realizados, aumentará o risco de a empresa trabalhar com preços superavaliados ou subavaliados, o que poderá resultar em perda de margem, rentabilidade ou clientes.


·      Contratos também precisarão ser revisados

Os contratos, tanto com fornecedores quanto com clientes, poderão exigir ajustes.

Será importante avaliar a necessidade de novas cláusulas de reajuste e de mecanismos que considerem os impactos da Reforma Tributária ao longo do período de transição.


·      Os regimes tributários deverão ser reavaliados

Os regimes tributários das empresas também deverão ser analisados para verificar sua adequação às novas regras e aos impactos sobre a empresa, os sócios e os clientes.

1)        Simples Nacional:

O Simples Nacional continuará tendo tratamento favorecido. Será importante avaliar as novas possibilidades de recolhimento de IBS e CBS e, principalmente, os impactos da opção sobre a geração e o aproveitamento de créditos pelos clientes.

Para empresas que vendem para grandes empresas, essa análise será ainda mais importante, pois seus clientes poderão buscar fornecedores que possibilitem maior aproveitamento de créditos tributários.

2)        Lucro Presumido:

O Lucro Presumido também deverá ser cuidadosamente analisado diante das novas regras.

A dinâmica atual de PIS e COFINS será alterada, e a empresa deverá avaliar os impactos do IBS e da CBS sobre sua operação, bem como os créditos que poderá aproveitar.

Esse regime poderá exigir uma revisão importante da estratégia tributária e de precificação, especialmente para empresas que tenham menor capacidade de geração e aproveitamento de créditos.

3)        Lucro Real:

Dependendo da atividade e da estrutura da empresa, o Lucro Real poderá apresentar impactos diferentes dos demais regimes.

Em determinadas situações, poderá haver redução de preços ou melhoria de margens, dependendo da composição dos custos, da margem de lucro, dos créditos tributários e dos benefícios fiscais existentes durante o período de transição.

A possibilidade de aproveitamento dos créditos dos novos tributos será um dos pontos importantes a serem analisados.


·      O fluxo de caixa? Será preciso ter muita atenção ao fluxo de caixa.

Com as novas regras e a implementação do split payment, parte do imposto poderá ser segregada no momento do pagamento e direcionada ao Fisco. Na prática, isso poderá reduzir a disponibilidade desses recursos para utilização como capital de giro da empresa.

Por isso, os contratos e os prazos de pagamento com fornecedores deverão ser avaliados com atenção, considerando os possíveis impactos da nova dinâmica tributária sobre o caixa.


·      Resumo: o que sua empresa deve fazer agora?

Nossa recomendação é realizar uma análise detalhada e um diagnóstico da empresa para:

  • Levantar todos os tributos atuais;

  • Mapear regimes especiais e benefícios fiscais;

  • Simular os impactos da Reforma Tributária por produto e por região;

  • Avaliar a geração e o aproveitamento de créditos;

  • Revisar custos, margens e preços;

  • Analisar os impactos nos contratos com clientes e fornecedores;

  • Avaliar o regime tributário mais adequado à realidade da empresa;

  • Projetar os impactos no fluxo de caixa.

Não tome decisões apenas com base em médias de mercado.

Utilize os números reais da sua empresa para definir preços com maior segurança, preservar suas margens e manter a competitividade.

·      Fale com a CR Solution e agende sua Análise de Impacto Real.

Boa semana!

Acesse nosso site e confira também nossos blogs:

 

bottom of page